Hipotireoidismo pode causar surdez

O hipotireoidismo (congênito ou adquirido) é uma das mais importantes disfunções da glândula tireoide. Nesta alteração a produção ou a função dos hormônios tireoidianos está comprometida, resultando em redução generalizada no metabolismo de todos os sistemas. O hipotireoidismo afeta 2% das mulheres adultas e 0,2% dos homens.

A diminuição da acuidade auditiva tem sido associada à disfunção da glândula tireoide e descrita por diversos autores e os sintomas auditivos podem ocorrer isoladamente ou associados à vertigem e ao zumbido.

Os mecanismos fisiopatológicos da perda auditiva no hipotireoidismo não estão totalmente estabelecidos. Sabe-se que nesta desordem hormonal, há redução na produção de energia celular, comprometendo a microcirculação e, consequentemente a oxigenação e o metabolismo de órgãos envolvidos. As estruturas da orelha interna também são afetadas, como a estria vascular e o Órgão de Corti. Os hormônios tireoidianos controlam a síntese de proteínas, a produção de mielina e das enzimas e o nível dos lipídios no sistema nervoso central. Além disso, o T4, por si só, pode agir como um neurotransmissor. Assim, acredita-se que no hipotireoidismo, a deficiência auditiva possa ter origem na cóclea, retrococlear e/ou nas vias auditivas centrais.

Os sintomas cócleo-vestibulares são mais frequentes em pacientes com hipotireoidismo, salientando-se o zumbido, a hipoacusia e a vertigem. Pacientes com hipotireoidismo podem apresentar maior número de alterações nas avaliações audiométricas e nos testes eletrofisiológicos (PEATE e EOAT). Assim como, a perda auditiva do tipo neurossensorial, de leve a moderada intensidade e bilateral.

Fonte: http://www.patriciaantoniazi.blogspot.com.br

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Mulheres tendem a começar a ter perda auditiva em idade mais avançada


As diferenças entre homens e mulheres, quando o assunto é audição, ficaram mais claras em um estudo publicado no EUA – um dos maiores e mais importantes da especialidade. “Antes deste, os estudos eram inconclusivos sobre a especificidade da diferença de sexo associada à perda auditiva”, comentam os autores.

Os hormônios femininos protegem a audição, por isso os problemas auditivos são mais freqüentes em homens. Essa diferença só se estabiliza após os 50 ou 60 anos, época em que as células auditivas começam a morrer naturalmente. O início do declínio auditivo nas mulheres acompanhadas pelo estudo foi mais tardio quando comparado aos homens. 


O estudo mostrou que a sensibilidade auditiva diminui mais de duas vezes mais rápido em homens que em mulheres em quase todas as idades e frequências. Os pesquisadores coletaram dados de 681 homens e 416 mulheres sem evidência de doença otológica (de ouvido), desde 1965, para chegar às suas conclusões. “Os níveis de audição são altamente variáveis, mesmo em um grupo seleto” sublinham os pesquisadores.

Entretanto, os achados documentam diferenças entre os sexos quanto se trata de níveis de audição e mostram que a associação entre idade e perda auditiva ocorre até mesmo em grupos cujas atividades são realizadas com exposição a baixo ruído e sem evidência de perda auditiva induzida por ruído.

Nível de ruídos dos brinquedos pode afetar audição dos bebês

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Para proteger a audição das crianças é necessário que os pais estejam atentos ao nível de ruído dos brinquedos, não devendo ultrapassar 80 decibéis. Caso a intensidade seja maior, a criança pode sofrer perda auditiva, sendo em alguns casos, irreversível.

O tempo de exposição também deve ser levado em consideração, ainda que o aparelho esteja abaixo do limite. Também é importante evitar que o som fique ligado durante o sono da criança, principalmente quando está próximo do travesseiro.

Perda Auditiva Condutiva

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perda auditiva condutiva é causada por problema na orelha externa ou média. Com uma perda condutiva, as ondas sonoras são bloqueadas conforme elas se movem através da orelha externa e média. Desde que o som não possa ser conduzido eficientemente, a energia sonora que chega à orelha interna é fraca ou baixa. Uma perda auditiva condutiva pode ser resultado de uma infecção, acúmulo de cera excessiva, fluido na orelha média, problemas nos ossículos da orelha média, perfuração de membrana timpânica ou um corpo estranho no canal auditivo.

Sintomas que podem aparecer:

– Perceber a fala ou outros sons fracos ou abafados,

– Dor de ouvido ou secreção,

– Vermelhidão ou inchaço na orelha externa,

– Pressão ou sensação de ouvido tampado.

Tratamentos contra o câncer podem afetar a audição

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A perda auditiva pode ser um aspecto negativo após o uso de determinados medicamentos da quimioterapia e radioteapia. Durante o tratamento de câncer, um audiologista pode monitorar os efeitos da ototoxicidade e recomendar uma intervenção precoce. Com os avanços na medicina, mais opções de tratamentos se tornaram disponíveis e as taxas de sobrevivência continuam a subir, assim faz-se necessário profissionais da saúde para considerar a melhor qualidade de vida pós- tratamento. Quando o tratamento é finalizado, o profissional da audição poderá avaliar os efeitos da ototoxicidade e se necessário oferecer orientações e tratamentos que podem incluir os aparelhos auditivos e a reabilitação.

Gosta de ouvir som alto com fone de ouvido? Cuidado!

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Uma pesquisa feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostra que a perda da audição em adolescentes cresceu 31% nos últimos 15 anos. Um em cada cinco americanos entre 12 e 19 anos já tem problemas auditivos. Isso devido ao uso contínuo dos fones.

Existem dois tipos de fones utilizados, o headset (como um arco que é posto na cabeça) e o fone simples pequeno com fio (que encaixam no ouvido). O fone simples é mais prejudicial aos ouvidos, pois a potência do som que sai deles é muito maior do que o do headset, acima de 100 decibéis. O máximo de potência considerada não prejudicial é de 85 decibéis. Além também do som vindo dos fones pequenos ir direto para o canal auditivo.

Alguns dos sintomas da perda de audição são quando a pessoa passa a ouvir zumbidos, barulhos finos (como o de campainha) frequentemente, vê televisão com o volume alto e começa a pedir que as pessoas falem mais alto ou repitam a frase mesmo em lugares sem barulho. Está para ser aprovada uma lei que irá proibir a venda de fones com mais de 85 decibéis, até lá o importante é estar atento e cuidar bem da sua audição. Seguem algumas dicas:

  • Deixe o volume do tocador na metade do volume máximo do aparelho.
  • Veja se o som saído dos seus fones não pode ser ouvido por pessoas ao seu redor. Se sim, abaixe o volume
  • Não fique muitas horas seguidas ouvindo música pelo fone.
  • Procure ajuda médica tão logo seja percebida qualquer alteração da audição.
  • Evitar usar fones pequenos que encaixam no ouvido.
  • Na barra de volume do seu aparelho sonoro deixe sempre na metade.

Conheça a Desordem do Processamento Auditivo

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Existem indivíduos que se queixa de não ouvir bem, mesmo possuindo a audição normal. Isto pode ocorrer devido a dificuldades no processamento auditivo da informação. Há muitos sinais e sintomas da Desordem do Processamento Auditivo que muitas vezes se assemelham a outras desordens.

Confira alguns sinais e sintomas:

  • Parece não ouvir bem?
  • É muito distraído ou desatento
    Fala muito “Hã?”, “O que?”, ou “Não entendi!”?
  • Possui dificuldade para lembrar o que foi dito ou parece ter problemas de memória?
  • Tem dificuldade para entender o que está sendo falado quando em ambientes ruidosos ou em grupos
  • Não consegue acompanhar uma conversa com muitas pessoas falando ao mesmo tempo
  • Há cansaço ou atenção curta para sons em geral?
  • Deixa o volume da televisão muito alto?
  • Apresenta dificuldade de localizar o som?
  • Apresenta dificuldades em seguir orientações?
  • Tem dificuldade em contar um fato ou história?
  • Tem dificuldades para transmitir um recado
  • Tem dificuldades em entender piadas ou duplo sentido?
  • A informação abstrata é difícil de compreender?

Se você tem alguns dos sintomas acima listados, procure um especialista!