10 COISAS QUE VOCÊ NUNCA DEVE DIZER A UMA MÃE DE CRIANÇA SURDA OU COM BAIXA AUDIÇÃO

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Estima-se que no Brasil existem cerca de 9,7 milhões de deficientes auditivos, isso segundo o último Censo realizado em 2010. O que não é pouco. Vivemos em uma época que temos muitas informações, mas a impressão que tenho é que muitas pessoas ainda não sabem lidar com as “diferenças ” e muito menos com a deficiência. E quando se trata de uma criança especial então, nem se fala. Os olhares são inevitáveis. Não sei se é por falta de conhecimento, de interesse ou de algo melhor para falar, muitas pessoas ao se deparar com uma mãe de deficiente acabam magoando aquela mãe com perguntas indiscretas ou comentários sem noção. Ninguém nasce sabendo e perguntar teoricamente não ofende. Mas tudo depende da forma que é feito. Aquela mãe pode ainda estar no processo de aceitação, luto ou até mesmo se criança ainda é muito pequena, aprendendo sobre a surdez. Filho nenhum vem com bula e isso é um algo a mais na vida daquela mãe. Afinal nenhuma mãe sonha em dar à luz a uma criança deficiente. O amor de uma mãe é incondicional, mas nesse caso toda mãe precisa de um tempo. E cada uma tem o seu!

Dito isso vou listar algumas coisas que muitas mães já ouviram.

1) “Tadinho”:

Isso é um comentário quase que unânime em que praticamente todas as mães de crianças crianças deficientes já ouviu. Não é restrito só entre mães de surdos. Nenhuma mãe quer que seu filho desperte pena ou compaixão nas pessoas e sim querem respeito.

2) A “Doença do seu filho” ou o “Probleminha que ele tem”:

Cuidado com as palavras. Deficiência não é doença e tão pouco um problema.

3) “Sinto muito”:

Ninguém precisa sentir muito. Nem muito e nem pouco. Se tem uma coisa que não precisamos é que alguém lamente por nós. Muitas mães assim como eu acredita que nada na vida é por acaso e se nos foi confiado um filho “especial” é porque com certeza saberemos dar conta do recado.

4) ” Eu no seu lugar não saberia lidar com isso”:

Por mais que você queira dizer algo para a mãe, mostrar a sua solidariedade, não diga isso. Toda mãe pode e é capaz de fazer tudo por filho, independente do cuidado que ele precisar. Só quem é mãe sabe do que somos capazes por um filho.

5) ” Ele parece tão normal” “Nem percebi que ele tem alguma coisa”

E quem disse que meu filho é anormal? A surdez não impede e não impedirá meu filho de absolutamente nada. Nenhuma mãe quer que seu filho pareça “normal”, só quer que ele seja feliz e respeitado do jeito que ele é.

6) ” Por que ele nasceu assim? Tem alguém na família deficiente? De quem ele herdou? Sua gravidez foi saudável?”

A não ser que você seja muito próxima, mas ficar querendo invadir a intimidade de uma mãe com tantas especulações e perguntas não é legal. Como já disse, nenhuma mãe sonha com um filho deficiente e muitas vezes nem nós temos essa resposta. Pode ter certeza que em algum momento esse assunto já foi “debatido” na família daquela mãe e por muitas vezes já foi motivo para discussões. Não é raro entre as famílias surgirem acusações de quem é o “culpado” da deficiência do filho. Esse assunto poderá trazer à tona culpas das quais a mãe ainda está tentando se livrar.

7) ” Lembrei de você: Há um tempo atrás conheci um rapaz SURDO E MUDO igual ao seu filho. Ele ele era um amor.”

Isso é um termo que mais irrita e chateia uma mãe de criança surda. De uma vez por todas: Surdo não é mudo! A surdez não impede o surdo de falar. É possível através de acompanhamento com Fono e muito treino. Hoje também podemos contar com a tecnologia e existem vários aparelhos auditivos no mercado. Cada um com a sua potência e indicação. Uns conseguem ouvir mais outros menos, tudo depende do grau da surdez e o tipo do aparelho.

8) “Seu filho fala com gestos e mímica”?

Quem tem um filho que faz uso da Libras fatalmente já ouviu isso ou algo parecido. Muitas pessoas desconhecem que a Libras é uma língua. Acham que são gestos ou mímica isolada… Não, a criança não faz mímica. Ele se comunica com Libras ( Língua brasileira de sinais), inclusive ela foi devidamente reconhecida como a segunda língua do nosso país.

9) Misturar a deficiência com religião. Sugerir, rezas, curandeiros, simpatias, igrejas e etc…

Eu já passei por isso e posso garantir que não tem nada mais constrangedor. O Meu filho não tinha nem 2 meses, eu tinha uma loja e levava ele comigo quando uma pessoa conhecida (conhecida e não amiga), pediu para fazer uma oração para ele. Deixei, pensando comigo que mal teria uma oração? Bom, depois da oração a pessoa me disse que o Guilherme seria curado, mas que isso dependia de mim. Eu tinha que falar para “Jesus” que eu não aceitava ele ter me dado uma criança com deficiência. Achei aquilo o cúmulo do absurdo mas mesmo assim agradeci e disse a ela que jamais questionaria nada que me é dado ou confiado ao contrário, agradeço. A pessoa ainda ficou brava comigo e quando conto isso para outras mães muitas acabam me contando coisas parecidas ou até pior. Então gente não façam isso!

10) “Você não tem medo do futuro do seu filho” ?

E quem não tem medo? Toda mãe tem medo e fica insegura quando imagina seu filho daqui 10, 20 anos independente se o filho tem ou não alguma deficiência. Por isso temos que prepara-lo para o mundo!

Acho que consegui fazer um apanhado das coisas que ouvimos por aí. Se pudesse falar algo para alguém que não sabe ou não convive com pessoas “especiais” é: Use o bom senso. E Quanto menor for a criança tenha ainda mais cuidado e cautela. É ainda um momento de descobertas, conhecimento e aprendizado para a mãe. Mas se por acaso acontecer ao contrário de a mãe chegar e desabafar: Escute-a! As vezes acontece de ser mais fácil desabafar com pessoas conhecidas ou até mesmo estranhas do que pessoas da própria família. Então deixe a mãe desabar e quando for falar algo, diga coisas positivas. Jamais, nunca, em hipótese alguma critique, julgue ou questione as escolhas de uma família! Cada um sabe o que faz com o seu filho e não cabe a você saber o que é o melhor para uma criança que não é sua!

Fonte: Crônicas da Surdez 

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ENTENDA PORQUE O BINAX É O MELHOR

17 de junho (2)

Tem sido documentado em estudos (por exemplo Kochkin , 2005 , Kochkin 2010) que as situações mais problemáticas para os deficientes auditivos envolvem a inteligibilidade de fala em ambientes ruidosos com múltiplos falantes.

Diante disso, a empresa desenvolveu seu mais novo algoritmo – a Direcionalidade Estreita.

Esse algoritmo melhora a compreensão da fala em ambientes acústicos barulhentos e adversos.

A Direcionalidade Estreita foi projetada para melhorar o sinal de fala vindo da frente, de um único falante. Mesmo tendo outros falantes ao redor.

Ela cria um feixe estreito em direção ao falante que está à frente propiciando uma escuta facilitada. Isso ocorre devido a 2 mecanismos que ocorrem simultaneamente:

1º) Reduzindo, rapidamente, outros sinais competitivos que estejam fora do ângulo do feixe e

2º) Aumentando o nível de fala do falante à sua frente (sinal principal).

Como já sabemos, microfones direcionais podem, efetivamente, reduzir ou eliminar interferências vindas de trás. Esse novo sistema, no entanto, pode atenuar ruídos e fala que não estejam no foco do feixe da direcionalidade estreita. O sistema também incorpora um módulo que impede a atenuação ou a distorção do sinal de fala com pequenos movimentos com a cabeça (+ ou – 10º), o que ocorre durante uma conversa típica. Isso permite uma conversa mais confortável.

Além disso, o sistema atua em conjunto com um sistema que altera o modo de direcionalidade do mais amplo ao mais estreito de forma automática, assegurando uma melhor experiência de escuta em todos os tipos de ambientes ruidosos.

Processamento Monoaural e Binaural

Sistemas tradicionais de direcionalidade avançada fornecem uma boa supressão do ruído principalmente atrás do usuário.

A Direcionalidade Estreita foi desenvolvida a partir do nosso sistema direcional da linha micon (com Realce de Fala) para enfrentar um desafio ainda maior: situações ruidosas com múltiplos falantes.

A figura abaixo mostra os vários modos em que a direcionalidade pode atuar, do omnidirecional até a mais estreita.

Na figura (a) o modo omnidirecional implica em nenhuma supressão de qualquer tipo de som. Nesse cenário, o usuário ouve todos os sons na mesma intensidade, independente de sua direção.

Na figura (b), o modo de direcionalidade está definido para o mono ou tradicional. Apesar de atenuar os ruídos em torno e criar uma boa captação da fala vinda da frente, quando existe mais de um falante pode haver dificuldade no acompanhamento da conversa.

Na figura (c), a direcionalidade utilizada é a Estreita e essa possui um feixe reduzido, capaz de captar a fala de um único falante à frente do usuário.

Essa Direcionalidade Estreita do binax é composta por 3 componentes:

(1)    Processamento binaural

(2)    Ganho de redução de ruído binaural

(3)    Compensação do movimento da cabeça

Esse Processamento Binaural é baseado no efeito sombra da cabeça. Ele leva em consideração o sinal binaural contra-lateral (conforme mostrado na figura acima). Para cada um dos lados, o feixe binaural foi concebido da seguinte forma: toma como sinal de entrada o sinal ipsilateral, que é do modo direcional tradicional, e o contra-lateral, que é o sinal mono direcional tradicional que vem do outro lado da cabeça (por meio do nosso e2e 3.0).

Importante dizer que o sinal mono direcional tradicional (ipsi ou contra-lateral) já é um sinal aprimorado com redução de ruído. O feixe é então gerado com o cancelamento máximo de interfências laterais, mantendo o sinal de fala vindo da frente intacto.

Tomando o aparelho auditivo esquerdo como referência, vamos imaginar o seguinte exemplo: um falante localizado a 0o em frente ao usuário utilizando adaptação binaural.

Nesse caso, o sinal chega ao mesmo tempo em ambas as orelhas, com a mesma intensidade, sem qualquer efeito sobra da cabeça.

Por outro lado, quando existe um falante ao lado, os sinais ipsi e contra-laterais serão diferentes devido ao efeito sombra, com uma diferença de tempo interaural. Ou seja, os sinais terão intensidade e tempo diferentes.

Quando o falante principal está a 0o (à frente) e existe um falante (ou ruído) dentro do feixe de 45º, a intensidade dos sinais ipsilaterais será maior que a intensidade do sinal contra-lateral devido ao ruído de interferência. Contudo, o sinal contra-lateral é o menos afetado pelo ruído devido ao efeito sombra da cabeça.

Considerando isso, a empresa desenvolveu um processamento binaural para balancear esses sinais.

A Direcionalidade Estreita dá ao usuário de aparelhos auditivos binax a sensação de que ele está se concentrando na pessoa à sua frente (como uma lente de aumento).

A redução do ruído binaural é rápida o suficiente (em milissegundos) para amplificar ou atenuar (sem qualquer aumento do ruído de fundo) dependendo do mapeamento acústico realizado.

Como citado anteriormente, a Direcionalidade Estreita cria um feixe frontal para reduzir os ruídos de interefrência que vem de todas as direções de forma bastante eficiente, tendo um falante à frente.

Mas e se o usuário movimentar a cabeça? Será que continuará atenuando?

À princípio, sim. E é por isso que a Direcionalidade Estreita dos aparelhos auditivos binax também inclui um módulo de compensação do movimento da cabeça para evitar qualquer distorção no sinal da fala. E isso é necessário para garantir uma conversação normal, confortável, sem exigir que o ouvinte se preocupe demasiadamente com a sua posição em relação ao falante.

Movimentos da cabeça são normais, fazem parte de um comportamento típico durante uma conversação e eles ocorrem muito rapidamente. Esses movimentos costumam girar em torno dos 10º para ambos os lados. Tanto para o usuário quanto para o falante.

Por isso o módulo de compensação da Direcionalidade Estreita compensa o sinal caso esse venha entre 0o e 10º, mantendo a mesma percepção de feixe estreito frontal.

Como resultado, o usuário poderá entender melhor a fala vinda da frente em ambientes acústicos difíceis, desafiadores como cafeterias, festas, congressos, coquetéis, etc.

No entanto, em situações acústicas mais calmas, é importante ouvir de todos os lados. Nesse momento, o controle de algoritmos binaural começa a atuar. O objetivo desse algoritmo inteligente é estimar a complexidade do ambiente acústico para introduzir a direcionalidade estreita apenas quando necessário. Para isso, vários critérios são utilizados. Dentre eles a complexidade do ambiente acústico, avaliada a partir do nível de ruído de fundo. Um ambiente acústico bem ruidosos com múltiplos falantes ativa, automaticamente, a Direcionalidade Estreita quando esta encontra-se no Programa Universal habilitada.

Para baixos níveis de ruído de fundo, o modo direcional é acionado para atenuar o ruído. Com o aumento do nível de ruído de fundo, a direcionalidade vai se estreitando. Uma vantagem importante é a de manter a orientação espacial e a naturalidade na percepção dos sons em ambientes ruidosos em que a maior parte do ruído esteja nas baixas frequências. Porém, am ambientes como aquele com música alta, por exemplo, os aparelhos podem não ativar, automaticamente, a direcionalidade mais estreita (no Programa Universal).

A eficácia do algoritmo da direcionalidade estreita para o reconhecimento de fala em deficientes auditivos tem sido estudada em ensaios clínicos em dois locais ndependentes. Os resultados são bastante encorajadores e estão de acordo com as vantagens esperadas na relação sinal x ruído. Essa pesquisa pode ser econtrada em um estudo realizado por Powers & Froehlich (2014).